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terça-feira, 12 de dezembro de 2006

orientações para os professores de alunos disléxicos

Orientações para a avaliação

- nos testes, apresentação de textos mais curtos, questões mais directas, leitura e explicitação das mesmas por parte dos professores;

- as provas de avaliação devem ainda ser mais curtas/opção por responder a menos questões ou por ter mais tempo para a respectiva realização;

- na apresentação dos enunciados é importante ampliar o espaço entre linhas, o espaço para a resposta , ter cuidado com a nitidez., etc .;

- nos testes e fichas de avaliação deve proceder-se à adaptação das instruções . As perguntas devem ter baixa complexidade morfo-sintáctica, semântica e lexical. Podem ser utilizados testes com respostas múltiplas, especialmente a inglês;

- recordar que leia atentamente os testes antes de os entregar;

- não cotação de erros ortográficos embora sejam naturalmente corrigidos;

- atender a que os alunos disléxicos tendem a construir textos mais curtos e pobres de conteúdo;

- diversificar os meios de avaliação, dando maior peso à oralidade;

- privilegiar a avaliação contínua, dado ser comum que os disléxicos tenham desempenho instável e com retrocessos.


Orientações para as adaptações curriculares

Para melhorar as condições de aprendizagem, sugere-se que o aluno:

- realize fichas de trabalho com tarefas bem definidas e estruturadas do conteúdo leccionado que poderá ser realizado em aula ou como trabalho de casa.;

- receba orientação do seu estudo através de guiões , checklists, objectivos, perguntas, etc.;

- receba informação específica antes dos teste por forma a orientar o seu estudo;

- seja ajudado na leitura de textos e instruções;

- antes da exposição oral da lição fornecer-lhe um resumo do tema a tratar ;

- escrever no quadro palavras-chave, a fim de ajudar a tomar notas durante as aulas apresentadas oralmente;

- na disciplina de Língua Inglesa , dada a sua maior opacidade, recomenda-se que seja enfatizada a relação entre a fonologia e a ortografia da língua em causa, de forma explícita. Os exercícios de aprendizagem devem ser muito estruturados e graduais, com aprendizagem de uma competência de cada vez e devem também visar a sobreaprendizagem, pois o jovem tem dificuldades em reter a informação verbal. Deve privilegiar-se a compreensão e expressão oral. Os objectivos de aprendizagem devem ser reduzidos e/ou modificados de modo realista.





Outras recomendações

- dar a opção ao aluno de ler ou não em voz alta em público.
- o aluno deve sentar-se perto do quadro e do professor
- a família deve apoiar o estudo, nomeadamente lendo o material de estudo, corrigindo os apontamentos e ajudando a fazer resumos.

programa educativo- currículo escolar próprio

medida i) do D.L.319/91 de 23 de Agosto- currículo escolar próprio




Um programa educativo (PE) serve para orientar os intervenientes no processo educativo, facilitar a integração máxima do aluno em causa, assim como aumentar o seu sucesso escolar.

O currículo escolar próprio tem por base os currículos regulares, mas contém adaptações que consistem em:

- eliminação de alguns itens de algumas disciplinas;
- reforço de determinados itens ou de determinadas disciplinas;
- introdução de itens diferentes em certas disciplinas;
- modificação do tempo previsto para as aprendizagens.

Dito de outro modo, as adaptações curriculares poderão ser relativas a:

- objectivos/competências: selecção; sequência e prioridade;
- conteúdos: selecção; sequência e prioridade;
- temporização;
- avaliação: critérios e procedimentos;
- metodologia: actividades; organização e recursos.


A elaboração de um PE começa pela:

- determinação do que o aluno é capaz de fazer relativamente ao currículo;
- caracterização global do aluno: atitudes, interesses, relacionamento social, etc.


Um aluno com PE - currículo próprio partilha com a turma actividades, mas por vezes estará a usar recursos diferentes, ou a ter um reforço pedagógico prévio, posterior, ou simultâneo às actividades da turma.

adaptações curriculares



Sugestões para usar com alunos com necessidades educativas especiais e com outros alunos

MATERIAIS - Diagnóstico


-Identificação de problemas ao nível dos materiais impressos e não impressos

-O aluno não tem competências necessárias para lidar com o material


-A complexidade do material excede o nível de compreensão do aluno


-A complexidade linguística do material , como o vocabulário e a sintaxe, fazem com que o aluno não aceda ao seu significado


-A quantidade de informação é excessiva, sobrecarregando o aluno


-O formato e design dos materiais (gráficos, organização, clarificação, utilização de exemplos), dificultam a compreensão



MATERIAIS IMPRESSOS -adaptações

-Substituição dos textos por outros alternativos

-Utilização de técnicas de desenvolvimento de textos que incluam estratégias para aumentar a compreensão e reter a informação por mais tempo



exemplos:

-Gravar em áudio o material de texto

- Ler os materiais de texto em voz alta

-Trabalhar os materiais de texto em tutoria de pares

-Trabalhar com os alunos individualmente ou em pequenos grupos

-Fazer uma abordagem adaptando o nível de compreensão requerido pelo material ao nível de compreensão do aluno

-Desenvolver versões reduzidas dos textos para os adaptar ao nível de leitura dos alunos

-Simplificar os materiais existentes (vocabulário, expressões)



SUGESTÕES COM O OBJECTIVO DE MELHORAR A COMPREENSÃO DO MATERIAL DE TEXTO

-Explicar ao aluno os objectivos da leitura que lhe foi solicitada

-Ler previamente o texto

-Ensinar o aluno a usar aspectos do formato do texto como cabeçalhos, sublinhados, ajudas visuais(fig., etc.), notas introdutórias e o sumário do texto


-Utilizar um guião de estudo(conduzir o aluno através da leitura, levando-o a responder a questões relacionadas com as passagens do texto)


-Utilizar organizadores gráficos(ex. esquemas)


-Modificar o conteúdo das fichas de leitura ou diminuir o ritmo de leitura das mesmas


-Sublinhar os textos anteriormente para que o aluno saiba quais os pontos importantes


-Ensinar estratégias de automonitorização para ajudar o aluno a perceber e a questionar o que está a ler


-Adaptar as actividades referidas nos textos, reorganizando-as ou substituindo-as




SUGESTÕES PARA AJUDAR O ALUNO A RETER AQUILO QUE LEU

-Utilizar ajudas gráficas depois da leitura

-Sumariar, escrever alguns pontos importantes do texto, etc.

-Sugerir formas de preparação para os testes, tendo em conta os textos a usar

-Estimular a discussão dos conteúdos




ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM- adaptações



CUIDADOS A TER

-Localização do aluno na sala de aula (benéfico ficar na fila da frente)

-Ao apresentar nova informação ter cuidado com: estrutura, redundância, ritmo, envolvimento e entusiasmo ...

-Utilizar experiências multi-sensoriais

-Fazer adaptações nas tarefas de leitura quando necessário (ver quadros anteriores)

-Programar a aula de modo a haver mais intervalos ( ou mudanças de ritmo, de actividade etc.)

-Organizar as tarefas de modo a usar diversos métodos de ensino

-Providenciar maior número de explicações para os alunos com N.E.E., realçando os pontos importantes

-Usar tecnologias de apoio, tais como gravadores áudio, vídeo, computador.




ESTRATÉGIAS PARA FACILITAR A ESCUTA ACTIVA

-Os aspectos relevantes dos conteúdos devem ser apresentados através de repetições, ênfase vocal e indicação de pistas

-A informação deve ter significado, ser organizada de modo lógico

-A informação deve ser dada através de pequenas unidades

-Deve ser pedido “feedback” ao aluno

-As apresentações orais deverão ser acompanhadas por ajudas visuais

-O aluno deve ser lembrado que deve reflectir antes de dar uma resposta